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Da febre das canetas emagrecedoras à procura do contorno corporal desejado: por que a perda de peso abrupta criou uma nova demanda para a cirurgia plástica

Perda expressiva de peso com medicamentos como semaglutida e tirzepatida coloca em evidência uma questão que vai além da balança: o que fazer quando a pele não acompanha a nova silhueta? Renomado Cirurgião Plástico explica quando o contorno corporal passa a fazer parte da jornada do paciente.

As chamadas “canetas emagrecedoras” já mudaram a forma como milhões de pessoas enfrentam a obesidade e a perda de peso. Medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida ocupam hoje um espaço relevante no tratamento da obesidade, enquanto novas opções chegam ao mercado brasileiro. O cenário ganhou ainda mais força em 2026. Em maio, a Anvisa aprovou uma nova possibilidade de dosagem do Wegovy (semaglutida), de 7,2 mg, para pacientes adultos com obesidade que não tenham alcançado resposta clínica adequada com a dose de 2,4 mg. Em agosto, a agência também aprovou o segundo medicamento genérico de semaglutida no país, movimento que amplia a concorrência e sinaliza uma expansão do acesso a esse tipo de tratamento.  Com a redução importante do peso, entretanto, surge uma nova questão para parte dos pacientes: o corpo que aparece depois do emagrecimento nem sempre é aquele que a pessoa imaginava encontrar diante do espelho. É nesse ponto que a cirurgia plástica de contorno corporal passa a integrar a discussão. Segundo o cirurgião plástico Dr. Seung Hoon Lee, a perda significativa de peso pode produzir uma transformação que não se resume à redução da gordura corporal.

“O uso das canetas resolveu um problema, como o excesso de gordura, mas gerou outro, que é o excesso de pele. A perda rápida e significativa de peso gera uma flacidez importante e acelerada, modificando profundamente a qualidade dos tecidos. Observamos flacidez mais precoce, alterações na elasticidade da pele e perda de suporte estrutural.” Afirma.

A questão não significa que toda pessoa que utiliza medicamentos para emagrecimento necessariamente precisará de cirurgia. A indicação depende de fatores individuais, como quantidade de peso perdida, idade, elasticidade da pele, genética, tempo em que os tecidos permaneceram distendidos e estabilidade do peso. Mas, para quem apresenta excesso cutâneo significativo, continuar emagrecendo nem sempre resolve o problema do contorno corporal.

Quando a balança muda mais rápido que a pele

A pele possui capacidade de retração, mas essa capacidade é limitada. Depois de uma perda substancial de peso, especialmente quando existe histórico prolongado de obesidade, podem permanecer grandes quantidades de pele e tecido flácido em regiões como abdômen, braços, mamas, coxas, nádegas e virilha. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reconhece o contorno corporal como uma etapa possível após grandes perdas ponderais. Segundo a entidade, essas cirurgias removem excesso de pele e gordura e podem melhorar a forma e o tônus dos tecidos que sustentam o corpo.  Em alguns pacientes, o excesso de pele também deixa de ser apenas uma questão estética. Dobras cutâneas podem favorecer atrito, dermatites, dificuldades de higiene e limitações para atividades físicas. Estudos publicados na literatura brasileira sobre pacientes após grandes perdas ponderais descrevem ainda a possibilidade de problemas dermatológicos e funcionais relacionados às dobras de pele. 

“A cirurgia plástica não entra para substituir o emagrecimento. Ela entra quando o emagrecimento já cumpriu seu papel e permanece uma alteração estrutural que o organismo não consegue corrigir sozinho”, explica Dr. Lee.

Essa distinção é importante porque lipoaspiração, abdominoplastia e outras técnicas de contorno corporal não são tratamentos para obesidade. A própria SBCP reforça que a lipoaspiração é um procedimento destinado ao contorno corporal, e não à perda de peso. 

A cirurgia como etapa de reconstrução do contorno

A chamada cirurgia pós-emagrecimento não precisa necessariamente estar associada a uma cirurgia bariátrica. A mudança no perfil dos pacientes que chegam ao consultório também está relacionada às grandes perdas de peso obtidas com tratamento clínico. A lógica, entretanto, permanece semelhante: primeiro ocorre a redução de peso; depois, com o peso próximo da meta e estabilizado, avalia-se o excesso de pele e a necessidade de intervenção. Entre os procedimentos que podem ser considerados estão a abdominoplastia, o lifting de braços, o lifting de coxas, a mastopexia e diferentes técnicas de contorno corporal, isoladas ou combinadas, de acordo com a anatomia de cada paciente. No caso do abdômen, por exemplo, a cirurgia pode remover excesso de pele e gordura e, em determinadas situações, tratar alterações da musculatura abdominal. 

“Hoje, não basta olhar para o número que aparece na balança. Precisamos entender o que aconteceu com os tecidos durante o processo de emagrecimento e qual é o impacto dessa transformação na qualidade de vida e na autoestima do paciente”, afirma.

Um dos principais pontos dessa nova discussão é justamente evitar a associação automática entre “caneta emagrecedora” e “cirurgia plástica”. A indicação cirúrgica é individual. Algumas pessoas apresentam boa retração da pele após a perda de peso e não necessitam de procedimentos. Outras podem apresentar flacidez localizada, que pode ser manejada de maneiras diferentes. Há ainda pacientes que, depois de uma grande redução ponderal, apresentam excesso de pele em diversas regiões e podem se beneficiar de cirurgias de contorno corporal. O momento da cirurgia também importa. Uma intervenção realizada enquanto o paciente ainda está perdendo peso pode ter seu resultado comprometido por novas reduções ponderais. Por isso, a avaliação deve considerar não apenas o peso atual, mas a trajetória de emagrecimento e a perspectiva de estabilização.

“O sucesso não é apenas o ‘antes e depois’, mas a forma como aquele corpo envelhece ao longo dos anos. Manter o bem-estar como critério central exige dizer ‘não’ quando necessário, educar o paciente e alinhar expectativas. A cirurgia deve integrar a vida do paciente, não dominá-la.”, afirma Dr. Lee.

O avanço dos medicamentos para obesidade está colocando em evidência uma nova fase da medicina do emagrecimento: não basta perguntar quanto peso o paciente perdeu; é preciso entender como o corpo se reorganizou depois dessa perda. O crescimento do mercado de semaglutida no Brasil reforça esse cenário. A patente da semaglutida da Novo Nordisk expirou em março de 2026 e, desde então, a Anvisa vem autorizando novas versões do princípio ativo. Em julho, cinco novos medicamentos injetáveis de semaglutida foram aprovados para determinadas indicações, ampliando o número de opções disponíveis no país.  Ao mesmo tempo, especialistas em obesidade reforçam que esses medicamentos precisam estar inseridos em acompanhamento médico e em uma estratégia de tratamento de longo prazo, e não ser utilizados de maneira isolada ou sem supervisão. Nesse contexto, a cirurgia plástica passa a ocupar um lugar específico: não é uma etapa obrigatória do tratamento da obesidade, mas pode ser uma ferramenta de reconstrução corporal para pacientes que, após uma perda expressiva de peso, permanecem com excesso de pele e alterações importantes de contorno. Para o Dr. Lee, essa mudança exige uma abordagem menos focada em procedimentos isolados e mais concentrada na evolução global do paciente.

“A cirurgia plástica deixou de ser um exercício de repetição estética e passou a ser uma disciplina de leitura corporal. A cirurgia precisa respeitar a individualidade biológica e estrutural; caso contrário, o resultado se torna efêmero.”

A discussão, portanto, deixa de ser apenas sobre “quanto peso as canetas conseguem tirar” e passa a incluir uma pergunta que ganha cada vez mais espaço nos consultórios: como cuidar do corpo depois que o peso desaparece? A resposta, para uma parcela dos pacientes, pode estar no contorno corporal, desde que exista indicação médica, que o peso esteja estabilizado e que a cirurgia seja planejada de forma individualizada.

 

SOBRE O DR. SEUNG LEE

O Dr. Seung Lee é cirurgião plástico com atuação em São Paulo e trajetória marcada por sólida formação médica, especialização e constante atualização técnica. Formado em Medicina pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Federal de Ipanema e residência em Cirurgia Plástica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao longo de sua formação, realizou estágio/aperfeiçoamento em cirurgia plástica estética na Coreia do Sul e treinamentos voltados ao contorno corporal e à Lipo HD.  Ao longo de sua carreira, ampliou sua formação por meio de cursos, aperfeiçoamentos, congressos e treinamentos voltados à cirurgia estética e às técnicas contemporâneas da especialidade, com destaque para procedimentos de face, cirurgia mamária, contorno corporal e tecnologias associadas à evolução da cirurgia plástica. Seu expertise é pautada pela combinação entre conhecimento clinico e anatômico, precisão técnica, planejamento cirúrgico, protocolo de prevenção de ocorrências no pré, no durante e no pós cirúrgico, e seu olhar estético individualizado. Para o Dr. Seung Lee, cada procedimento deve considerar não apenas a transformação desejada pelo paciente, mas também suas características físicas, fisiológicas e suas expectativas. Sua visão é contemporânea frente a especialidade, a qual busca integrar ciência, tecnologia e experiência para desenvolver estratégias cirúrgicas personalizadas, valorizando resultados naturais, harmônicos e coerentes com a identidade de cada paciente.

CRM/SP 174914 | RQE 59954

SOBRE A SEUNG LEE CIRURGIA PLÁSTICA®

A Seung Lee Cirurgia Plástica® é uma clínica especializada em cirurgia plástica localizada em São Paulo, criada a partir da visão do Dr. Seung Lee de oferecer uma experiência diferenciada, baseada em excelência técnica, planejamento individualizado e atendimento personalizado, em um ambiente acolhedor e premium. Com uma proposta arrojada, a clínica atua em diferentes áreas da cirurgia plástica, reunindo procedimentos de face, cirurgia mamária e contorno corporal. Entre os tratamentos e procedimentos realizados estão abdominoplastia, cirurgias mamárias, cirurgias da fFace, lipo ultra HD e outras abordagens voltadas à transformação e harmonização corporal. A clínica também trabalha com protocolos e técnicas contemporâneas da cirurgia plástica, buscando incorporar conhecimento, inovação e evolução científica à experiência do paciente. Mais do que um espaço para realização de procedimentos, a Seung Lee Cirurgia Plástica foi concebida para oferecer uma jornada completa, que começa na avaliação e no planejamento individualizado e se estende ao acompanhamento durante todo o processo cirúrgico e pós-operatório. Com uma estrutura voltada à integração de diferentes áreas de cuidado, a clínica traduz um conceito de cirurgia plástica que combina tecnologia, precisão, sofisticação e atenção aos detalhes, colocando a individualidade do paciente no centro de cada experiência.

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