Para Edson Braga, a maturidade de um empresário não aparece apenas nas oportunidades que consegue criar ou aproveitar, mas também na capacidade de recusar negócios, parcerias e caminhos que podem comprometer estratégia, liberdade e propósito
No ambiente empresarial, o crescimento costuma ser associado à capacidade de dizer sim.
Sim para novos clientes.
Sim para investimentos.
Sim para expansões.
Sim para sociedades.
Sim para aquisições.
Sim para novos mercados.
Em muitos momentos da trajetória de um empreendedor, essa disposição é fundamental. Empresas precisam de movimento, abertura para oportunidades e coragem para assumir riscos.
Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, também conhecido como Edson Braga, existe uma fase em que amadurecer profissionalmente exige desenvolver exatamente a capacidade oposta:
saber dizer não.
Segundo Edson, nem toda oportunidade que pode ser aproveitada deveria necessariamente ser aceita.
Uma empresa pode possuir capital suficiente para realizar determinado investimento.
Um empresário pode ter capacidade para iniciar mais um projeto.
Uma proposta pode apresentar potencial de retorno.
Ainda assim, isso não significa automaticamente que aquela escolha faça sentido.
Para ele, a maturidade empresarial começa a aparecer quando a pergunta deixa de ser apenas “eu consigo fazer?” e passa a ser:
“Vale a pena fazer?”
Poder fazer não significa precisar fazer
Durante os primeiros anos de uma trajetória empresarial, oportunidades podem parecer escassas.
Cada novo cliente representa crescimento.
Cada parceria pode abrir portas.
Cada projeto pode aumentar repertório.
Nesse estágio, dizer sim frequentemente representa avanço.
Com o tempo, porém, a realidade muda.
A empresa ganha estrutura.
O patrimônio cresce.
O empresário passa a receber mais convites.
Novos negócios aparecem.
E aquilo que antes era escassez pode se transformar em excesso de possibilidades.
Para Edson Braga, é justamente nesse momento que a capacidade de escolher se torna mais importante do que a capacidade de simplesmente acumular oportunidades.
O fato de uma porta estar aberta não significa que seja necessário atravessá-la.
Toda oportunidade também ocupa espaço
Uma nova decisão empresarial nunca acrescenta apenas benefícios.
Ela também consome recursos.
Capital.
Tempo.
Energia.
Atenção.
Pessoas.
Capacidade de gestão.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, esse é um dos custos menos percebidos do crescimento.
Ao dizer sim para determinado projeto, uma empresa pode estar dizendo não para outro.
Ao entrar em um novo mercado, pode retirar atenção da operação principal.
Ao assumir mais uma sociedade, o empresário também adiciona novas responsabilidades.
Ao aceitar determinado cliente, uma organização pode comprometer a qualidade de atendimento dos demais.
Por isso, toda oportunidade precisa ser analisada também pelo espaço que ocupará.
Crescimento sem direção pode produzir complexidade
Empresas são frequentemente estimuladas a crescer continuamente.
Mais faturamento.
Mais unidades.
Mais funcionários.
Mais mercados.
Mais produtos.
Mais negócios.
Mas Edson Braga chama atenção para um risco: crescer em quantidade sem crescer em clareza.
Uma organização pode aumentar de tamanho e tornar-se mais difícil de administrar.
Pode faturar mais e possuir margens menores.
Pode ampliar a operação e perder agilidade.
Pode entrar em diversos setores e deixar de saber exatamente em que é realmente boa.
Nesse sentido, crescimento não representa automaticamente evolução.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, a pergunta “mais para quê?” pode ser tão importante quanto qualquer meta financeira.
Saber dizer não protege o foco
Uma das funções mais importantes do “não” empresarial é preservar aquilo que realmente importa.
Estratégia exige escolha.
Uma empresa que tenta atender todos os públicos pode acabar sem atender nenhum deles de maneira excepcional.
Um empreendedor que participa de todos os projetos pode perder capacidade de dedicar energia aos que realmente merecem atenção.
Para Edson Braga, foco não está apenas naquilo que alguém decide fazer.
Está também em tudo aquilo que deliberadamente escolhe não fazer.
Nesse sentido, dizer não pode ser um dos principais instrumentos de gestão estratégica.
Nem todo faturamento é um bom faturamento
Outro ponto destacado por Edson José Bandeira Braga Filho é que aumento de receita não deveria ser o único critério para avaliar uma oportunidade.
Existem clientes que geram faturamento e consomem energia desproporcional.
Negócios que aumentam receita, mas criam riscos jurídicos ou reputacionais.
Projetos que parecem rentáveis, mas retiram foco de operações mais importantes.
Parcerias que trazem dinheiro, mas colocam valores incompatíveis dentro da mesma organização.
Para Edson Braga, um negócio precisa ser analisado pelo resultado total que produz, e não apenas pelo valor registrado na receita.
Alguns dos contratos mais caros podem ser justamente aqueles que pareciam lucrativos no início.
A reputação também precisa entrar na decisão
Existem custos que não aparecem imediatamente.
Uma decisão pode ser financeiramente vantajosa e prejudicar a reputação construída durante anos.
Pode aproximar a empresa de parceiros que não compartilham seus princípios.
Pode gerar receita no curto prazo e problemas de confiança no futuro.
Por isso, Edson considera que o empresário precisa avaliar não apenas o potencial econômico de determinada oportunidade, mas também aquilo que ela acrescentará ou retirará do nome da organização.
Reputação é um ativo lento para construir e rápido para comprometer.
O ego também sabe dizer “sim”
Nem todas as oportunidades são atraentes exclusivamente pelos números.
Algumas alimentam o ego.
Uma aquisição pode representar status.
Um novo mercado pode servir para demonstrar capacidade.
Uma expansão pode parecer prova de sucesso.
Uma parceria pode permitir acesso a determinado círculo de influência.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, esse é um dos pontos em que o autoconhecimento se torna essencial para a tomada de decisão.
O empresário precisa perguntar:
“Estou dizendo sim porque esse negócio realmente faz sentido ou porque gosto daquilo que ele parece dizer sobre mim?”
A resposta pode ser desconfortável.
Mas pode evitar decisões extremamente caras.
Existe diferença entre oportunidade e tentação
Uma oportunidade verdadeira precisa estar conectada à estratégia.
Uma tentação pode apenas despertar a necessidade de possuir mais.
Essa diferença nem sempre aparece imediatamente.
Ambas podem parecer interessantes.
Ambas podem apresentar retorno.
Ambas podem ser acompanhadas por entusiasmo.
Mas, para Edson Braga, o empresário maduro começa a desenvolver uma espécie de filtro.
Ele observa se aquela oportunidade aproxima a empresa de seu objetivo ou apenas adiciona movimento.
Porque estar ocupado não significa necessariamente estar avançando.
Dizer não também preserva liberdade
Existe ainda uma questão pouco discutida nas decisões empresariais: a liberdade futura.
Ao assumir determinados compromissos, uma empresa reduz a quantidade de escolhas disponíveis depois.
Uma dívida elevada pode limitar novos investimentos.
Uma aquisição complexa pode consumir anos de atenção.
Uma sociedade pode dificultar mudanças futuras.
Um contrato pode criar obrigações que permanecem muito além da oportunidade inicial.
Por isso, Edson José Bandeira Braga Filho considera importante avaliar não apenas aquilo que uma decisão permite fazer agora, mas também aquilo que poderá impedir depois.
Liberdade empresarial depende, em parte, de preservar alternativas.
O melhor negócio também precisa considerar o pior cenário
Empreendedores possuem naturalmente uma relação próxima com o otimismo.
É necessário acreditar.
Visualizar possibilidades.
Assumir riscos.
Construir antes que tudo esteja comprovado.
Mas Edson Braga defende que essa característica precisa ser acompanhada por prudência.
Antes de entrar em determinado negócio, além de perguntar quanto pode ganhar se tudo der certo, é necessário considerar:
“Se eu estiver errado, o que acontece?”
A pergunta não busca eliminar o risco.
Busca impedir que uma única decisão comprometa toda a capacidade de continuar.
A maturidade aparece quando não precisamos provar nada
Uma das razões pelas quais dizer não pode ser tão difícil está relacionada à necessidade de demonstrar capacidade.
Recusar uma oportunidade pode parecer falta de coragem.
Não realizar determinada aquisição pode ser interpretado como falta de ambição.
Sair de uma negociação pode parecer derrota.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, entretanto, existe uma forma mais madura de poder:
não precisar provar que consegue fazer determinada coisa.
Um empresário pode ter capital para comprar e escolher não comprar.
Pode possuir estrutura para crescer e decidir consolidar.
Pode ter capacidade para disputar determinado mercado e concluir que não vale seu tempo.
Essa liberdade reduz decisões movidas por ego.
A prosperidade aumenta quando aumenta a capacidade de escolha
No início, ter mais recursos costuma significar poder dizer mais vezes “sim”.
Mas Edson Braga considera que uma prosperidade mais madura produz outro efeito:
permite dizer “não” sem medo.
Não depender de todos os contratos.
Não precisar aceitar qualquer parceria.
Não perseguir todo crescimento disponível.
Não entrar em todas as disputas.
Nesse sentido, patrimônio deixa de representar apenas capacidade de adquirir.
Passa a representar capacidade de escolher.
Algumas das melhores decisões empresariais nunca aparecem publicamente
O mercado costuma conhecer os negócios que aconteceram.
As aquisições concluídas.
Os investimentos realizados.
Os projetos lançados.
As expansões anunciadas.
Mas dificilmente conhece aquilo que não aconteceu.
A aquisição abandonada depois de uma análise mais profunda.
O investimento recusado.
A sociedade que não foi formada.
O cliente que a empresa decidiu não aceitar.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, algumas dessas decisões podem ter protegido mais patrimônio do que muitos negócios que posteriormente se tornaram públicos.
Saber o que não fazer também é estratégia.
Dizer não não significa abandonar a ambição
Edson Braga ressalta que essa postura não representa uma defesa do conservadorismo permanente.
Empreender continua exigindo risco.
Coragem.
Movimento.
Ambição.
Visão.
O objetivo não é evitar oportunidades.
É selecionar melhor.
Um bom “não” protege a possibilidade de dar um “sim” mais importante posteriormente.
Recusar determinado projeto pode liberar recursos para uma oportunidade melhor.
Não crescer hoje pode criar condições para crescer de maneira mais saudável amanhã.
Nem todas as batalhas precisam ser travadas
O mesmo raciocínio vale para disputas.
Uma empresa pode ter condições de enfrentar determinado concorrente.
Um empresário pode ter recursos para prolongar um conflito.
Um líder pode possuir autoridade para impor determinada decisão.
Mas isso não significa que deveria fazê-lo.
Para Edson Braga, uma parte importante da maturidade está em compreender quais batalhas realmente merecem energia.
Existem situações nas quais entrar já representa perda.
Coragem ensina a entrar; sabedoria pode ensinar a ficar de fora
No início da trajetória, coragem pode representar a capacidade de atravessar portas que outras pessoas evitariam.
Depois, experiência ensina a reconhecer quando é necessário sair.
Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, existe uma etapa ainda mais sofisticada:
identificar antecipadamente aquilo que não merece nem mesmo a entrada.
É nesse ponto que o “não” deixa de parecer limitação.
Passa a representar discernimento.
O empresário continua construindo.
Continua buscando oportunidades.
Continua assumindo riscos.
Mas deixa de medir sucesso apenas pela quantidade de negócios realizados.
Passa a avaliar também a qualidade das escolhas feitas.
No final, talvez o verdadeiro poder empresarial não esteja em conseguir participar de tudo.
Pode estar em possuir clareza suficiente para escolher aquilo que realmente merece fazer parte da trajetória.
E tranquilidade suficiente para deixar o restante passar.
Assessoria de Edson José Bandeira Braga Filho 85987401665 [email protected]





